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Alexandre Ferreira e José Pedro Gomes partilham experiências e contrastes culturais nas celebrações das festividades
Alexandre Ferreira e José Pedro Gomes são jogadores de voleibol com carreiras de sucesso que os levaram a competir em algumas das ligas mais distintas do mundo, desde a Europa à Ásia. A adaptação a diversas culturas e povos faz parte do crescimento dos jogadores enquanto cidadãos do mundo. Ambos partilharam as suas experiências e contrastes culturais na celebração das festividades natalícias longe de casa.
Alexandre Ferreira, Japão
O capitão da Seleção Nacional, Alexandre Ferreira, com uma vasta carreira internacional que inclui passagens por países com fortes contrastes culturais como Itália, Polónia, Turquia, Bahrein, Coreia do Sul e agora Japão, partilhou as suas experiências natalícias. Para o atleta, a maior surpresa está na forma como os países asiáticos celebram a quadra.
O jogador do Tokyo Great Bears, de 34 anos, considera que o Japão e a Coreia do Sul são “muito parecidos nesse aspeto” e que, apesar de a Coreia ter “muito mais católicos praticantes”, em ambos o Natal é encarado como se fosse “mais um dia dos namorados, ou seja, não é um dia de família”. Nesta época, os restaurantes “estão esgotados”, e a troca de presentes é tipicamente “entre casais no Japão, enquanto na Coreia já há trocas de prendas com amigos”.
A gastronomia natalícia no Japão é particularmente peculiar. O atleta confessou a curiosidade em experimentar a tradição local, onde “há pessoas que reservam o frango do KFC... Semanas antes, fazem fila para ir ao KFC. Tenho de experimentar.”
Longe de Portugal, o capitão tenta manter o espírito em casa, com “uma árvore de Natal, um presépio, uns presentes entre a família”. No entanto, a gastronomia é o maior obstáculo: “É difícil de fazer as nossas coisas típicas de Portugal”. Umas “rabanadas ou doces e pouco mais porque o bacalhau também é difícil de encontrar”. Por esta razão, o atleta confessa que “ao longo dos anos também vamo-nos afastando um bocado dessas tradições”.
A realidade imposta pelo calendário profissional dita que “os campeonatos não param, a gente continua a jogar, temos treinos”, mas “há árvores de natal em todo o lado e as ruas estão coloridas, com luzes, e ainda dá para comprar umas coisinhas, comprar uns presentes e passar uma boa noite”. O período em que menos celebrou o Natal foi durante os três anos que passou na Turquia, um país muçulmano onde “não se comemora o Natal”.
José Pedro Gomes, Kuwait
Já o internacional José Pedro Gomes, de 31 anos, partilhou as suas reflexões sobre a vida de um atleta profissional no estrangeiro, valorizando o conhecimento cultural que a carreira lhe oferece. “Felizmente tive a oportunidade de fazer da minha profissão o que mais gosto”, afirmou, explicando que através do voleibol pôde “conhecer diferentes culturas e pessoas que provavelmente através do turismo não teria a mesma experiência.”
A passagem por diversos países – Volleys Herrsching (Alemanha), Olimpia Titanii, Dínamo e Rapid Bucureste (Roménia), Lindemans Aalst (Bélgica), Foinikas Syros (Grécia), Al Khowildiah (Arábia Saudita) até ao Al-Yarmouk SC (Kuwait) –, deu-lhe uma perspetiva única. Zé Gomes destaca na quadra natalícia a Roménia, onde “realmente se sente o significado do ‘Natal’ e a compaixão”, e o Médio Oriente pela hospitalidade, que foi “o maior fator de surpresa”. Ao descrever as festividades longe de Portugal, nomeadamente na Arábia Saudita, onde o campeonato não pára, Gomes recordou os “treinos bidiários a 24 e 25 de dezembro”.
No entanto, celebrações não faltaram: “Felizmente, no ano passado tive o prazer de jantar na ceia de Natal com o grande treinador e ex-jogador da seleção Idner Martins.” Este ano, a sorte volta a sorrir-lhe, pois irá “ser abençoado com a presença de família que se irá deslocar aqui, tornando a situação mais fácil”. A saudade aperta, sobretudo porque “o mais difícil de passar o Natal longe da família seja o facto de não poder acompanhar o crescimento da família mais nova, mas as videochamadas ajudam a colmatar a distância”.
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