Suplemento especial de voleibol
João Pedrosa e Hugo Campos assinaram a sua melhor prestação de sempre num Campeonato do Mundo de voleibol de praia, garantindo um notável 9º lugar na Austrália, numa prova ganha pelos suecos David Ahman e Jonatan Hellvig, campeões olímpicos em título.
Os tetracampeões nacionais fixaram-se entre a elite, somando pontos importantes para o ranking, consolidando a integração no projeto de apoio olímpico do COP e… prometem ainda mais evolução no futuro. A dupla lusa alcançou em Adelaide o seu melhor resultado em Mundiais: valeu-lhes 800 pontos para o Ranking FIVB e uma recompensa de 11.000 dólares (cerca de 10.150 euros).
O feito coloca os portugueses no top 10 mundial, um objetivo que foi celebrado com grande entusiasmo pelos atletas e treinador. “Estamos entre os 10 melhores do mundo! Quando olhamos para tudo aquilo que fizemos neste Campeonato do Mundo, apenas podemos sentir um enorme orgulho”, atirou João Pedrosa.
Campanha de sonho
A caminhada em solo australiano foi marcada por grandes momentos. Logo na estreia, venceram os neozelandeses Fuller e O’Dea (2-0), uma dupla que mais tarde colocaria a melhor parceria brasileira (Evandro/Arthur) à beira da eliminação. Seguiu-se um ‘jogo maluco’ contra Yacoubou/Tohouegnon (Benim), onde as condições atmosféricas extremas (chuva, vento e sol no mesmo set) não impediram a vitória (2-1).
O nível de jogo da dupla lusa foi subindo, com um jogo renhido contra Diaz/Alayo, de Cuba (derrota por 2-1), e uma vitória categórica sobre os olímpicos norte-americanos Evans/Budinger (2-0) nos 16 avos de final, garantindo o apuramento para os ‘oitavos’, que era o grande objetivo da época.
“Saímos de cabeça erguida, como é óbvio. Depois desta época incrível, em que atingimos o nosso melhor resultado num Mundial e o nosso melhor ranking (subida de 27º para 24º), só temos que estar satisfeitos. Estamos no bom caminho, estamos sempre a evoluir”, referiu Hugo Campos, com os olhos postos no futuro.
A caminhada de Pedrosa/Campos só foi travada nos oitavos de final, frente aos checos Ondrej Perusic e David Schweiner, nada menos que os campeões mundiais em título. O resultado de 2-0 (21-16 e 21-18) não manchou a prestação, mas a dupla reconheceu a superioridade adversária.
“Não foi o resultado que queríamos... Enfrentámos os campeões do mundo em título e eles mostraram porque o são: serviram muito bem, tiraram-nos da nossa zona de conforto e o nosso serviço não esteve ao nível habitual. Tentámos ajustar, mas não foi suficiente”, analisou Pedrosa.
Com a promessa de que “ainda há muito por vir” e de que “a melhor parte é que ainda temos muito para evoluir”, a dupla, orientada pelo selecionador Ricardo Rocha, mantém o foco nos objetivos a longo prazo, como os Jogos Olímpicos de Los Angeles’ 2028. De referir que a evolução é notória, visto que no Mundial de 2023 tinham terminado a sua participação no 33º lugar.
Destaque na arbitragem
A presença portuguesa no Mundial não se limitou aos atletas. O árbitro Rui Carvalho repetiu a participação, tendo arbitrado a meia-final masculina entre os suecos Ahman e Hellvig e os alemães Clemens Wickler e Nils Ehlers. Carvalho já tinha apitado a final masculina em Londres’2012 e o jogo da medalha de bronze em Tóquio’2020.
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