Maia/Brenha: «É drástico optarmos pelo abandono»

Depois de ter falhado a quarta presença nos Jogos Olímpicos – participações em Atlanta (1996), Sydney (2000) e Atenas (2004) –, a dupla Miguel Maia/João Brenha ainda está a digerir a desilusão de não conseguir o apuramento para Pequim.

“Estamos num impasse e um pouco desamparados. A presença em Pequim era efectivamente o nosso grande objectivo, estamos por isso desiludidos”, confessou Miguel Maia, de 37 anos, que não esconde os sentimentos que agora se apoderam da dupla.

“Na próxima semana vamos disputar o Nacional em Oeiras. Treinamos para manter a forma física, sem objectivos concretos.”

O distribuidor reconhece que a qualificação para Pequim não era tarefa fácil. “Com a nossa idade e as várias lesões, sabíamos que chegar aos quartos Jogos Olímpicos seria muito complicado.”

Miguel Maia refere que a dupla ainda não abordou o futuro, mas colocar um ponto final não está para já nos horizontes dos jogadores. “É uma situação drástica optarmos pelo fim. Não gostaria de abordar o assunto dessa maneira, até porque nos sentimos bem e já várias duplas mostraram que podem competir ainda com mais idade no Circuito Mundial. Não nos sentimos a arrastar pelas areias”, refere Maia, um ano mais novo que João Brenha.

O jogador de Espinho defende que os objectivos têm de ser traçados ano após ano. “Ainda não falámos com a Federação, nem com o nosso treinador para projectar o futuro”, sublinha Miguel Maia, lembrando que o principal patrocínio, da Solverde, acaba em Setembro, como acabou o subsídio do Comité Olímpico de Portugal.

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