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Aos 22 anos, o zona 4 da Seleção Nacional brilha na Bélgica
Aos 22 anos, o zona 4 da Seleção Nacional brilha na Bélgica e recorda o prémio MVP frente a Cuba, no Mundial 2025. Com o EuroVolley 2026 no horizonte, o jovem fura-blocos de gigantes assume: "A diferença de Portugal para o topo tem vindo a diminuir".
No voleibol moderno, onde os "arranha-céus" dominam a rede, Nuno Marques é a prova viva de que a explosividade e a inteligência batem a estatura. Com 1,90m, o zona 4 português tornou-se um caso sério de sucesso internacional. A atravessar um momento fulgurante no Lindemans Aalst, da Bélgica, o internacional luso conversou sobre o seu percurso, o impacto mundial e a ambição de uma Seleção que já não pede licença para vencer.
O 'click' que chocou o (Campeonato do) Mundo
O Mundial de 2025 ficará para sempre marcado pela vitória histórica de Portugal sobre a superpotência Cuba. Nuno Marques foi o MVP, uma exibição que serviu de cartão-de-visita global. "Acho que foi um jogo que fez com que muita gente ficasse a saber quem eu sou", confessa, embora mantenha os pés no chão: "Para nos afirmarmos a este nível, temos que ser capazes de fazer grandes exibições várias vezes".
A reviravolta nesse jogo épico nasceu no balneário. Após um primeiro set difícil, as palavras de João José e Ivo Casas foram cruciais. "O João disse para estabilizarmos o nosso jogo de serviço/receção e o Ivo acrescentou que estávamos a tentar fazer algo mais do que aquilo que treinávamos. Conseguimos colocar Cuba desconfortável e aproveitámos", recorda Nuno, que compensa a diferença de altura com um trabalho de ginásio obsessivo para ser "o mais explosivo possível".
Fazer história na Bélgica
Atualmente no Top 4 dos melhores da sua posição na Liga Belga, Nuno Marques tem sido fundamental no Lindemans Aalst. O clube vive um momento inédito: a qualificação para a final da Challenge Cup contra o Allianz Milano. "É algo histórico para o clube e para o voleibol belga", sublinha.
Para o jogador, sair cedo de Portugal – do Benfica para o Lycurgus (Países Baixos) e agora Aalst – foi o passo decisivo. No Benfica, confessa, "não tinha espaço", mas sentia-se pronto. "O voleibol no estrangeiro está a fazer-me crescer, ganhei muita experiência e maturidade. Sinto-me um jogador importante na equipa e isso dá-me muita responsabilidade".
EuroVolley 2026: Respeito conquistado
Portugal prepara-se para a sua quarta presença consecutiva em Europeus, após o brilhante 10.º lugar em 2023. No Grupo B do Euro 2026, com colossos como a Polónia e a Bulgária, a mentalidade é de ambição. Nuno acredita que as potências já olham para as cores nacionais de forma diferente: "Mesmo antes da surpresa contra Cuba já olhavam, porque nos últimos anos temos tido bons resultados".
O objetivo traçado por João José é claro: passar o grupo e melhorar o registo de 2023. Marques vê esta meta como uma "pressão positiva" e acredita que o fosso para o Top-10 mundial está a fechar-se, graças à união entre veteranos e um núcleo jovem irreverente.
“Acho que a diferença tem vindo a diminuir, muito graças a um núcleo de jogadores que já estão ou estiveram na seleção durante muitos anos, e agora com um núcleo mais jovem e com alguns desses jogadores mais experientes acho que podemos encurtar ainda mais a diferença”, avisa.
Mensagem para o futuro
Conhecido pela sua entrega emocional, Nuno não esconde que a vontade de ganhar é o seu motor: "Os pontos devem ser celebrados. A vontade de ganhar e ser competitivo faz a diferença nos momentos de desgaste". Aos jovens que sonham com a Seleção, o conselho é direto: "Trabalhem muito e coloquem sempre objetivos ambiciosos. Acreditem sempre no vosso valor".
Com o EuroVolley 2026 à porta, Nuno Marques é, sem dúvida, o rosto da esperança de um Portugal que quer continuar a fazer história entre os gigantes da modalidade.
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