Surpresa dos Açores

A Associação de Jovens da Fonte do Bastardo, equipa açoriana da Ilha Terceira, atingiu esta temporada o patamar mais elevado no voleibol nacional. Chegou às meias-finais da Taça de Portugal – foi eliminada pelo Sp. Espinho –, começando a discutir amanhã igualmente esta fase do playoff do título ante o mesmo opositor, a equipa espinhense, bicampeã nacional.

Trata-se de um projecto liderado há quatro anos por Luís Resende, técnico que abandonou o Continente após ter levado o Castelo da Maia à conquista do tetracampeonato (esteve nos três últimos). “Estamos no top do voleibol nacional, porque foram cumpridos os objectivos: no primeiro ano com a conquista do título na A2; no segundo ao integrarmos o playoff do principal campeonato, obtendo o quinto lugar, classificação repetida na terceira época.

Finalmente, na presente temporada, atingimos as meias- -finais, quer na Taça de Portugal, quer no campeonato”, refere o treinador do Fonte Bastardo. “No início, chamámos a nós a definição do sucesso e traçámos objectivamente, para cada época, o que seria esse mesmo sucesso.”

Para Luís Resende, o Fonte Bastardo não tem sido tratado como devia, já que a função do clube vai muito para lá da equipa principal de voleibol. “É demasiado rico no seu historial, mas é ignorado por agentes desportivos de grande responsabilidade. Tem escolinhas e todos os escalões etários até aos seniores em masculinos e femininos.”

Dificuldades

Apesar do sucesso do projecto, o treinador reconhece que será muito difícil passar além das meias-finais do playoff, tendo em conta o valor do adversário. “Trata--se de equipas que fizeram percursos diferentes na fase regular. O Sp. Espinho, com palmarés invejável, foi o campeão. Nós conseguimos o quarto lugar também com mérito. Temos a noção de que o adversário é favorito, mas é nosso dever e obrigação contrariar esse dado.”

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