Garry Kasparov, xadrezista russo que tem sido um dos mais veementes opositores de Vladimir Putin, voltou a manifestar-se nas redes sociais contra a invasão da Ucrânia e a apontar o dedo ao presidente russo.
"A guerra na Ucrânia entrou na próxima fase, a de destruição e assassínio de civis. Faz parte do plano de Guerra Mundial de Putin, uma guerra ao mundo civilizado de lei internacional, à democracia e a qualquer ameaça ao seu poder, que o próprio declarou há muito tempo", começou por escrever o antigo campeão mundial de xadrez no Twitter.
"A negação do mundo livre desta guerra e décadas de apaziguamento permitiram a Putin ameaçar e conquistar no estrangeiro, enquanto transformava a Rússia num estado policial. O preço para detê-lo subiu sempre que ele avançou sem ser contestado. Os ucranianos estão a pagar esse preço com sangue. Se Putin não for travado agora, não for impedido de destruir a Ucrânia e de cometer genocídio contra o seu povo, haverá uma próxima vez e será na NATO, com uma ameaça nuclear sem precedentes. Não deixem Putin escalar novamente num momento e num local à sua escolha", acrescentou Kasparov, que defendeu ainda que "Putin deve ser detido porque o impensável agora é o possível".
O xadrezista deixou depois alguns conselhos, entre eles que se façam boicotes aos russos. "Sem apoio, sem ferramentas, sem serviços. Os boicotes ao petróleo não são necessários se a tecnologia dependente do petróleo estiver indisponível. A indústria vai parar", vincou, tendo ainda feito um aviso: "É sempre trágico que pessoas normais sofram, mas elas não estão a ser bombardeadas nas suas casas, como os ucranianos. Cada elemento da sociedade russa que consiga pressionar Putin deve saber que têm de escolher entre ele e outra pessoa. Alguns vão agarrar-se a ele mas durante quanto tempo?."
A terminar, Kasparov fez um pedido à comunicação social: "A todos os meios de comunicação: parem de chamar Putin 'presidente'! Ele é um ditador. As palavras têm poder. Ele não merece um título democrático. Que se lixe o livro de estilo. "Ditador russo Vladimir Putin", concluiu.
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