Acabar com o escândalo: os 3 pedidos ao COI do atleta ucraniano que homenageia soldados mortos no capacete
Vladyslav Heraskevych, atleta de skeleton e porta-estandarte da Ucrânia nos Jogos de Inverno Milão-Cortina'2026, saltou recentemente para a ribalta após ser proibido pelo COmité Olímpico Internacional (COI) de utilizar um capacete a com fotografias de 24 soldados mortos na guerra, com a justificação de que isso viola a regra 50 da Carta Olímpica, que proíbe manifestações "políticas, religiosas ou raciais em qualquer das suas instalações". Ora, o atleta, sem poder competir e prestes a abandonar a competição, fez hoje um pedido ao organismo. "Nunca quis um escândalo com o COI (Comité Olímpico Internacional). Não fui eu que o criei. Foi criado pelo COI com a sua interpretação especial das regras, que muitos consideram discriminatória. Embora as ações do COI tenham dado a oportunidade de falar muito alto sobre a morte de atletas ucranianos, ao mesmo tempo, o próprio facto do escândalo distrai imenso das competições em si e dos atletas que nelas participam. Por isso, proponho mais uma vez que se ponha fim a este escândalo. Peço: Primeiro, que retirem a proibição do uso de um capacete em memória, pois este cumpre todos os requisitos do COI. Segundo, que peçam desculpa pela pressão que foi exercida sobre mim nos últimos dias. Terceiro, como sinal de solidariedade — da qual o COI não se esquece de nos lembrar todos os dias — que entreguem geradores elétricos a instalações ucranianas que sofrem diariamente com bombardeamentos. Espero sinceramente uma resposta rápida...", afirmou.
