Alimentação no idoso praticante de exercício físico

• Foto: Tiago Sousa Dias

Pois bem, olá a todos. Se seguem esta coluna há algum tempo já sabem que adoro associá-la a dias que considero importante. Tendo isso em conta, celebrou-se ontem o Dia dos Avós e, por isso, nada mais justo do que lhes dedicar o artigo desta quinzena.

Com a esperança média de vida a aumentar, é essencial que não só se aumente apenas a quantidade de vida, mas, principalmente, aumentar a qualidade de vida e, no que a isto diz respeito, manter-se ativo é fundamental.

Na verdade, com esta pandemia do novo coronavírus, é necessária uma série de cuidados com os "nossos avós" (população idosa), principal grupo de risco a desenvolver complicações pela Covid-19. Uma alimentação saudável e equilibrada que permita manter o sistema imunitário o mais forte possível.

Neste momento, é importante que se garanta uma alimentação rica em frutas e vegetais, porque são fontes de vitaminas e minerais importantes para a manutenção da imunidade. Alimentos como batata doce, arroz integral, aveia, entre outros, são importantes nesse processo. Além disso, as pessoas devem evitar a ingestão de gorduras e álcool em excesso com o objetivo manter a sua alimentação o mais equilibrada possível. Ainda para mais, todo o período que estivemos de quarente acabou por aumentar o sedentarismo, que também contribui para diversas alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento, contribuindo não só para o aumento da mortalidade, mas, também, das co morbilidades, o que acarreta custos mais elevados para a saúde.

O sedentarismo no idoso também pode favorecer o aparecimento/ou agravamento de certas doenças que são erradamente atribuídas ao envelhecimento, como a osteoporose, artrite, doença renal, diabetes ou hipertensão arterial.

Apesar de já estarmos numa fase de desconfinamento, mantém-se o aconselhamento de isolamento social por isso mantém-se a recomendação de reduzir as idas ao supermercado, por isso, o congelamento de alimentos pode ser uma solução para este contexto.  Ao congelar os alimentos apenas temos uma perda de 10 a 15% dos nutrientes, mas de qualquer forma nesse período é bem melhor do que a pessoa se expor, de forma desnecessária, numa ida ao supermercado. O ideal é que congele os alimentos em pequenas porções e descongelar apenas a quantidade que vai ser consumida. É importante também ter atenção à higienização de frutas e verduras que devem ser lavadas em água corrente.

Para além disso, o ideal também seria a manutenção de uma rotina alimentar estabelecendo horários fixos para fazer refeições e evitar que a pessoa coma a mais ou menos (coisa que acontece com muitos idosos). É importante também evitar longos períodos de jejum, porque isso favorece para a diminuição da imunidade.

Se é avô, esta semana vou dar dicas importantes que nesta fase podem influenciar bastante a qualidade de vida. Se é neto, fique atento, muitas vezes é você que pode detetar estas situações que a muitos avós passa completamente ao lado.

Boa semana, Inês Morais

Instagram: @nutreatingbyinesmorais

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