Álcool na quarentena

Olá a todos, já passaram mais duas semanas… Duas semanas em que começámos o período de desconfinamento, mas que ainda é recomendado ficar resguardado o maior tempo possível… Mas, isso fez-me pensar num fator importante: já tirou um bocadinho do seu dia para pensar no impacto que o isolamento social teve na sua rotina e de que forma se sentiu afetado por ele? Muitas pessoas tiveram de adaptar a forma como trabalham, estudam, treinam, a sua alimentação, entre muitas outras atividades a que estavam habituados. E não são poucas as pessoas que dão por elas a pensar: que dia é hoje? Será que é fim de semana?

A quarentena baralhou totalmente as nossas noções de tempo e a perceção dos dias e das horas. E claro, por consequência também os hábitos diários que são muito importantes tanto para a saúde física como para a mental, porque permitem a sensação de estabilidade e segurança. Ao sair da rotina, normalmente as pessoas acabam por sentir um aumento dos níveis de desconforto, ansiedade e dificuldades de organização.

Por isso algumas pessoas têm utilizado diferentes estratégias, que, muitas vezes, não são as mais aconselhadas. Várias pesquisas têm vindo a demonstrar um crescimento no consumo de bebidas alcoólicas durante o período de isolamento, o que contribui para o aumento de peso e de riscos para a saúde.

Tem-se tornado habitual, ao fim do dia, abrir uma cerveja ou beber uma taça de vinho para ter prazer e relaxar. Está a tornar-se, cada vez mais, o momento "eu mereço" num período que tanto nos tem levado ao limite e reduzido as nossas maiores fontes de prazer.

Em pequenas doses, o álcool relaxa e reduz a capacidade cognitivo contudo, é preciso atenção para não começar a criar um hábito de beber regularmente. Bebidas alcoólicas podem, obviamente, fazer parte de um estilo de vida saudável se utilizada com moderação, selecionando momentos especiais, finais de semana e tendo um controlo sobre a dose. O vinho e a cerveja possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias por conterem compostos fenólicos.

No caso do vinho, este apresenta riqueza em resveratrol e quercetina (flavonoide), tornando-se num protetor cardíaco, reduz a inflamação e previne o stress oxidativo. Já a cerveja contém mais de 70 tipos de compostos polifenólicos (ex: catequinas e epicatequinas) onde 70 a 80% são provenientes do malte e 20 a 30% do lúpulo.

Contudo é importante lembrar-se que 1 grama de álcool contém 7 kcal, ou seja, tem alta densidade energética. Por isso mesmo, quando se fala da ingestão de álcool, como na maior parte das coisas que se referem à alimentação, a palavra de ordem é EQUILÍBRIO.

Para conseguirem este equilíbrio, ao longo da semana vou continuar a falar deste tema, desmistificando alguns conceitos e passando algumas informações que eu acho úteis para que façam o controlo desta situação até ao final da quarentena.

Boa semana e protejam-se!

Por Inês Morais
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