Coronavírus: obesidade pode ser fator de risco

Olá a todos, cá estou eu para vos escrever mais um artigo, este será o primeiro artigo desde que acabou o estado de emergência… Contudo, continua o estado de calamidade, e o aconselhamento de confinamento e resguardo, o que demonstra que o Covid-19 continua a ser uma realidade, por isso temos de ter cuidado com todos os fatores podem influenciar o seu contágio.

Numa população com as características da população portuguesa, nunca é demais relembrar que, para além dos idosos, também as pessoas com pelo menos uma co-morbilidade como a diabetes ou hipertensão, apresentam maior risco de complicações por infeções de Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

E onde é que entra a obesidade perguntam vocês? Tal como já vos falei em vários artigos, a obesidade provoca no nosso organismo um estado inflamatório, que irá ter efeitos negativos no sistema imunitário e provocar alterações metabólicas, podendo estar associada a outras co-morbilidades como a diabetes e hipertensão, além de resistência à insulina, apneia do sono etc.

E isto é extremamente importante, já que de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que o excesso de peso e obesidade afetem mais de um terço da população mundial e que em 2025 tenhamos cerca de 2,3 bilhões de adultos com excesso de peso e mais de 700 milhões de obesos.

Assim, torna-se essencial tomar mais atenção ao nosso estilo de vida, cuidar da alimentação, sono e prática desportiva.

A verdade é que com o confinamento, fica-se mais isolado, tem-se tendência a fazer menos exercício, a ansiedade e insegurança aumenta e cada vez temos menos prazer nas coisas que temos disponíveis. Todas estas questões acabam por fazer com que a maioria das pessoas procure outras fontes de prazer, o que muitas vezes implica um maior consumo de alimentos e de álcool e uma clara diminuição da qualidade alimentar.

Com a quarentena, houve um aumento na compra de alimentos ultraprocessados por terem maior validade, serem mais fáceis de armazenar e oferecerem "sabor". São alimentos com elevada adição de aditivos alimentares, normalmente com baixa qualidade nutricional e alta densidade calórica. Ao mesmo tempo, houve redução do consumo de frutas, verduras e legumes, porque estes alimentos que precisam têm de ser repostos com maior frequência, são perecíveis, e que precisam de ser higienizados e, em alguns casos, exigem mais habilidade para a sua confeção.

Por estes motivos todos, proteja-se das tentações: reduza o consumo de alimentos ultraprocessados, alimentos fritos, refinados e com alta densidade calórica. Que é o mesmo que dizer, corte no excesso de sal, gordura, açúcar e calorias. Como é que pode fazer isso? Introduzindo na sua rotina maior quantidade de frutas, verduras, legumes, cereais integrais: hortofrutícolas, de preferência de pequenos produtores ou mercados que façam entregas ao domicílio. Ou seja, consuma comida de verdade.

Introduza estas rotinas em família, para que todos aproveitem as novas rotinas!

Para além de todas estas dicas, ao longo da semana vou dando mais alguns conselhos para melhorarem a vossa saúde durante este estado de confinamento que ainda se adivinha longo.

Boa semana e protejam-se!

Por Inês Morais
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