Khedira: «Se querias ganhar jogos, Cristiano Ronaldo era o homem ideal porque nunca falhava»

• Foto: Reuters

Sami Khedira, antigo internacional alemão e campeão do mundo pela Alemanha em 2014, concedeu esta terça-feira uma entrevista ao jornal espanhol 'Marca', onde passou em revista um pouco da sua carreira como futebolista profissional. A passagem pelo Real Madrid foi claramente um dos temas da conversa, durante a qual o antigo médio revelou que era, para si, o jogador "mais especial" daquele balneário.

"Toda a gente percebe que era o Cristiano [Ronaldo]. Para ganhar jogos, o Cristiano era o homem ideal porque nunca falhava. Estava sempre presente. Precisávamos de um golo? Colocas a bola no Cristiano. Mas o jogador mais especial para mim foi o Mesut Özil. E explico-o com a sua saída. No dia em que o Mesut saiu, todos nós dissemos ao Florentino [Pérez]: 'Porque é que o estás a vender?' Benzema, Cristiano, Ramos... mas Özil era um génio absoluto, era um verdadeiro mágico. Eu jogava atrás dele e tu davas-lhe um mau passe e ele controlava a bola com tanta facilidade. Nunca tinha visto um jogador com aquela classe e aquela qualidade, a sério", disse.

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Sami Khedira não esquece os clássicos entre Real Madrid e Barcelona, sublinhando que "são os melhores da história". "Sim, estou de acordo. Esses jogos entre Real Madrid e Barça são os melhores da história. Eu digo-o, claro, porque estava em campo. Mas muitos adeptos também o dizem. Foi Mourinho contra Guardiola, Cristiano contra Messi, a capital contra a Catalunha. Foram jogos de intensidade máxima, jogados a um nível muito elevado. Foram jogos emocionantes, com um nível de futebol brutal. E o que fizemos teve muito mérito, porque quando começámos em 2010 o Barcelona era superior e num ou dois anos eliminámos a diferença. O Barça era mais técnico, sim, mas nós tínhamos mentalidade e disciplina tática... Éramos guerreiros em campo e em cada jogo sentíamo-nos como gladiadores em Roma. E com qualidade, com jogadores como Xabi Alonso, Özil, Cristiano Ronaldo... Foram três anos muito especiais", recordou.

Ainda recordando os jogos mais importantes que disputou pelo Real Madrid, Khedira não esquece que era nesses encontros com um grau de dificuldade mais elevado que as grandes figuras davam um passo em frente para ajudar os companheiros, como era o caso de Cristiano Ronaldo. "O Casillas era o capitão, mas o líder era o Sergio Ramos, porque tinha o sangue espanhol e o ADN do Real Madrid. Mas depois, claro, também havia o Cristiano Ronaldo, que estava sempre pronto para este tipo de jogos e punha toda a gente a jogar à bola. Chegava ao nosso lado e começava a dizer-nos coisas para nos pôr lá em cima, motivados. "Vamos, Sami, sê agressivo. Mesut, mostra a tua magia. Di Maria, pega na bola e vai para a frente..." Ele preparava-nos mentalmente para esses jogos, era um motivador. E depois havia o Mourinho, que era um génio nestes jogos, como se preparava para eles... E, claro, a obsessão, o grande problema, era travar o Messi. Mas era uma obsessão de todos, não apenas de Mou. Tudo isto criou uma atmosfera incrível antes dos jogos. Sabíamos que tínhamos de dar mais do que 100%."

Por Sérgio Magalhães
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