Souto Moura revela a conversa que teve com Ronaldo: «Interrompia a cada quarto de hora para fazer a manutenção»

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• Foto: Direitos Reservados

Eduardo Souto Moura, um dos mais prestigiados arquitetos do país, confidenciou que reuniu com Cristiano Ronaldo, em Manchester, a pedido de António Salvador, presidente do Sp. Braga, para a construção de uma mansão para a estrela portuguesa. O empreendimento não avançou, porque seria necessário abater sobreiros, mas o arquiteto revela que foi difícil saber o que o jogador pretendia, pois a conversa era interrompida de 15 em 15 minutos para Ronaldo ir treinar.

"Fui-lhe sugerido por um amigo dele, um empreiteiro [António Salvador] que depois se tornou presidente do [Sporting Clube de] Braga, e que disse ao Ronaldo que eu fizera o Estádio de Braga. Perguntou-me se eu queria fazer a casa do Ronaldo e eu disse tudo bem. Tive uma reunião com ele. Fui a Manchester. Meti-me no avião e fui lá e perguntei: 'Como é que quer a casa e tal'. Aquelas coisas do costume. Mas ele é um tipo singular. Fez-me impressão porque interrompia a conversa a cada quarto de hora porque ia fazer a manutenção. Eu percebo o Ronaldo aquilo é fruto de um esforço titânico", deu conta Souto Moura, em entrevista ao Público, onde acrescentou porque é que a construção não avançou: "Mas a casa não foi para a frente, porque ele tinha comprado um terreno com uma grande área, mas a casa era tão grande que teria de se cortar 16 sobreiros. Disse-lhe: “Não vou cortar sobreiros. Vamos ter de mudar de terreno.” Ele zangou-se com o agente e disse-me: “Eu vou mas é para [o Real] Madrid e não faço casa nenhuma.” 

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Sobre a hipotética casa, que não avançou, Souto Moura revela alguns detalhes curiosos das pretensões de Ronaldo, nomeadamente, o número de quartos. "Ele queria um jacuzzi aos pés da cama, e eu disse-lhe: 'Não, que você morre afogado; acorda estremunhado e ainda cai no jacuzzi!'' Houve coisas que não fiz, pronto. Ele percebia e ria-se. Ainda não era muito vedeta; era um tipo com quem se podia falar. E tinha uma obsessão pela família, era uma comunidade. A casa tinha dez quartos... Mas foi uma boa experiência, a relação que tive com ele." 

Por Valter Marques
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