Benfica domina sector dos árbitros

Benfica domina sector dos árbitros

A presença de Pedro Proença na gala do centenário da AF Porto provocou grande agitação nas redes sociais. E percebe-se porquê: o conflito aberto entre o Benfica e o mais reconhecido árbitro português de todos os tempos (já à frente de António Garrido) coloca Pedro Proença nas “boas graças” do FC Porto.

Parece também evidente, quiçá por contraste ou como “reflexo pavloviano”, que o FC Porto caiu nas boas graças de Pedro Proença (PP), ultimamente com algumas dificuldades de “gestão de carreira”. Não há notícia de PP ter sido homenageado; apenas convidado. Mas o convite levanta algumas questões de natureza ética, se se considerar – muitos não consideram... – que os juízes de campo são obrigados a irrepreensíveis deveres de isenção. O que faz um árbitro da AF Lisboa numa gala especialíssima da AF Porto?

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Não é uma situação virgem porque a AF Porto tem tido a “simpatia” de homenagear alguns árbitros, fora do âmbito da sua associação. Em 2010, no regresso do Mundial, Lourenço Pinto, Carlos Carvalho e a AF Porto também homenagearam Olegário Benquerença (Santarém), Bertino Miranda (Porto) e José Cardinal (Porto). Mais recentemente, no regresso do Euro’2012, os árbitros homenageados foram Pedro Proença (Lisboa), Duarte Gomes (Lisboa), Jorge Sousa (Porto), Ricardo Santos (Lisboa) e, de novo, Bertino Miranda (Porto).

Quer dizer: a AF Porto sabe – até por uma questão histórica, quando as associações dominavam, totalmente, o sector da Arbitragem no futebol português – quão é importante conquistar a simpatia dos árbitros. Aliás, depois do “estado de terror” imposto sobre o sector nas décadas de 80 e 90, hoje o controlo não é tão expressivo, digamos que existe uma gestão menos espartana relativamente às conquistas realizadas naqueles dois decénios. Depois de conseguida uma certa “respeitabilidade” do sector da Arbitragem (Vítor Pereira) e dos árbitros (de um modo geral), são poucos os momentos – na tempos hodiernos – em que o FC Porto se coloca em colisão com o sector. Honra ao “mérito”, portanto.

Essa colisão aconteceu de uma forma que chegou a ser brutal com o Benfica. Nesse particular, Luís Filipe Vieira esteve muito activo e não poupou o responsável máximo do Conselho de Arbitragem da FPF, Vítor Pereira. Mas, com a eleição de Fernando Gomes e não obstante alguns momentos de maior agitação, com esta FPF, íamos a dizer, o Benfica e o sector da Arbitragem conseguiram conciliar-se. Esta época, de uma maneira geral, e depois das críticas atiradas para o campo de Vítor Pereira nas temporadas anteriores, o Benfica tem tido “boas nomeações”. Pelo menos nomeações que não lhe provocam reticências, como foi o caso daquela que colocou João Ferreira (do caso do túnel) no Benfica-FC Porto, depois do que acontecera com a equipa de Pedro Proença no clássico da Luz de há duas temporadas.

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O Benfica ganhou (esta época) algum terreno no que concerne ao controlo do sector de arbitragem e isso é uma novidade. Vamos ver como será até final do campeonato...

TEMPO EXTRA

Jesualdo fica?

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Bruno de Carvalho tem “batata quente” nas mãos – a continuidade de Jesualdo Ferreira no Sporting. É um dossiê mais complexo do que parece, porque Jesualdo chega ao Sporting e consegue, com os seus méritos, percurso e experiência, uma posição de mando no futebol dos leões. É certo que não havia nada e, onde não há nada, é mais fácil fazer o ninho. Para Jesualdo, a “queda” de Godinho Lopes só veio, por isso, complicar. Havia sido criada uma estrutura (com uma direcção técnica) e os assuntos eram tratados, directamente, com o presidente.

Foi possível, assim, montar uma metodologia e uma estratégia. Com a mudança de presidência, e uma presidência que não quer consentir a ideia de não ser activa, liderante e centralizadora – exactamente para estabelecer o contraste desde o início... – e com pelo menos dois nomes associados às dinâmicas do futebol profissional (Augusto Inácio e Virgílio Lopes), com que espaço fica Jesualdo Ferreira? Não me parece que Bruno de Carvalho consiga convencer JF a “desmontar o cavalo” e ser “tout court” (outra vez) treinador... Por isso, tudo está em aberto...

JARDIM DAS ESTRELAS

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Selecçãozinha com Vieirinha

Há protagonistas do futebol português que, independentemente das suas competências e resultados, vão gozando dos mais diversos beneplácitos, transportados por aquilo que se convencionou chamar de “boa imprensa”. É o caso do seleccionador nacional, Paulo Bento, que finge independência perante o FC Porto, deixando-se capturar por outros poderes, designadamente de intermediação.

A Selecção Nacional está a realizar campanha pobre na fase de qualificação do Mundial (quando o grupo no qual está inserida obrigava a luta acesa pelo 1.º lugar) e, pior do que isso, “não joga nada”. Até perante o Azerbaijão foi necessária uma expulsão muito discutível para a vitória sorrir às cores nacionais. Uma excepção: Vieirinha! Bem-vindo!

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O CACTO

De Olhão

Se os clubes não têm capacidade para pagar aos seus atletas não podem jogar na competição profissional. Tão simples quanto isso. Não vale a pena mais enganos. Depois do triste situação da U. Leiria, que também envolveu um jogo com o Benfica, o Olhanense.

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É tão ignóbil não pagar como usar a força do nome dos adversários (neste caso, o Benfica) para tentar receber. Como é que pode haver entendimentos, com FPF e Liga em campos opostos? Quanto tempo vai durar mais este regime de “faz de conta”, do qual o Governo também faz parte?

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