Chuva para nós é sol

O Ano Novo está aí. Mas, se os leitores me permitirem, queria aproveitar a oportunidade deste artigo para passar em revista o ano do Vitória, destacando alguns dos momentos mais significativos, dentro e fora do campo. Logo no início, mais precisamente no Dia de Reis, deu-se o duelo minhoto na "pedreira", um "jogo monstruoso", terminando numa divisão de pontos com uma "bomba" de João Mendes, eleito o golo da temporada 23/24.

Em abril, no dia 7, o Vitória desloca-se ao Dragão, com uma extensa multidão vitoriana, para a 28.ª jornada, e regressa a casa trazendo uma vitória memorável. Maio, mês de todas as decisões para a Liga Portugal. O Vitória concluiu a época num valioso 5.º lugar, com a marca inédita de 63 pontos. Mas é neste bem-sucedido final de temporada que alguma atribulação toma conta do clube, com a saída abrupta de Álvaro Pacheco. E é já com o adjunto Rui Cunha que a equipa alcança os inéditos 63 pontos. No dia 28, o Vitória assina com Rui Borges, que logo prometeu um coletivo "organizado e intenso."

No final de julho começa a temporada 24/25 para o Vitória, com a deslocação a Malta para jogar contra o Floriana, na disputa de um lugar para a Liga Conferência.. No mês de agosto os conquistadores impõem-se, decisivamente, na Liga Conferência, arrebatando uma qualificação perfeita com 6 vitórias, 17 golos marcados e nenhum sofrido. É, também, no início de agosto que se dá a saída de Jota Silva para a Premier League, um revés desportivo já anunciado, mas nada desejado.

Na Liga Portugal, já na 5.ª jornada, a 15 de setembro, mais um memorável jogo do Vitória com a conquista da "pedreira", por 2 golos sem resposta, somando 12 pontos em 5 jornadas. O melhor arranque desde a época 97/98. Os meses de outubro e de novembro reafirmam a excelente campanha do Vitória na Liga Conferência. Na Liga Portugal, o percurso é mais oscilante, embora nunca baixando do 6.º lugar, nem perdendo o intento de recuperar lugares mais cimeiros. O Vitória acaba o ano com o apuramento para os oitavos de final da Liga Conferência, mantendo o 6.º lugar na Liga Portugal, após três empates consecutivos a duas bolas.

Fora de campo, o ano acaba com alguma inquietação perante a inesperada saída do Rui Borges para o Sporting e a contratação de Daniel Sousa como novo timoneiro. Para o ano de 2025, o Vitória está em três frentes desportivas: Liga Portugal, Taça de Portugal e Liga Conferência, tendo apenas sido eliminado, de forma injusta, da Taça da Liga, no malfadado e mal ajuizado jogo contra os nossos rivais do Minho.

Se, para alguns, o fim de ano trouxe motivos de apreensão, tendo em conta a mudança inesperada do treinador, eu mantenho sempre viva a crença na força e na união dos vitorianos. Unidos somos o antídoto contra as adversidades e a poção para novas conquistas.

Ou como costumamos cantar: "Chuva para nós é sol".

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