No último fim-de-semana, o Estádio D. Afonso Henriques recebeu o dérbi de Guimarães entre o Vitória e o Moreirense. Estes são jogos imperdíveis para nós, vimaranenses. Adeptos unidos pelo entusiasmo, seja pelo Vitória ou pelo Moreirense, sem nunca cederem a qualquer nesga de animosidade.
No plano desportivo, o resultado favoreceu o nosso Vitória. Os mais de 18 mil adeptos no estádio marcaram o compasso do dérbi, com as cores e as vozes vitorianas a distinguirem-se pela sua clara preponderância nas bancadas, sem arredarem pé até ao apito final. O Vitória, agora com 18 pontos, recuperou o 5.º lugar e está a dois pontos do 4.º e a quatro do 3.º, ou seja, com todos os seus objetivos em aberto. O Moreirense, que no passado dia 1 de novembro apagou 86 velas, mantém-se, confortavelmente, no 8.º lugar.
No plano municipal, o resultado favoreceu o concelho de Guimarães, pois o dérbi atesta a robustez e a excelência do futebol no município vimaranense que, a par do Porto e de Lisboa, pode orgulhar-se de ter mais do que um clube na 1.ª Liga. Este feito é tão mais notório se se assinalar o poder centralizador, que vai muito para além do desporto, seja na capital ou na invicta. Guimarães marca pela sua capacidade de se elevar a patamares de excelência no desporto, que se multiplica muito para além do futebol profissional, e estabelece-se como uma cidade desportiva e eclética, onde todos fazem parte.
No plano social, o resultado favoreceu todos os vimaranenses, quer sejam adeptos do Vitória ou do Moreirense, que, na sua rivalidade apaixonada, partilham estes dérbis com a elevação desportiva e hospitaleira de quem está unido pelo berço.