Carlos Ribeiro

Carlos Ribeiro Professor Universitário

Não estava no guião, certo?

Uma goleada das antigas. Daquelas que provocam êxtase em qualquer adepto de futebol. O adversário era temível, diziam-nos, mas a exibição foi daquelas que nos fazem sonhar acordados. A jogar assim, fica provado que é possível contrariar narrativas e estragar guiões. Foi um deleite. Não sei se o caro leitor teve oportunidade de assistir, mas aquilo foi, sem exagero, um autêntico banho de bola. 

Falo, claro, do jogo contra a Liga FC. Essa entidade quase mística, imune a resultados incómodos. Vitória SC e SC Braga trataram de golear o seu opositor e, pior ainda, estragaram os planos habituais.  

Talvez esteja na hora de mudar o regulamento. Jogarem apenas os três primeiros classificados numa próxima edição é capaz de resolver o “problema”. Ou então criar um sistema que garanta, que o status quo não é beliscado e que os programas televisivos não ficam órfãos dos debates habituais. 

Será uma final especial. Nos próximos dias ouviremos o repertório habitual: “não interessa o adversário”, “temos de olhar apenas para nós”, “qualquer final é para ganhar”. De um lado e do outro.  

Mas ninguém se iluda. Ninguém encara uma final destas como apenas mais um jogo. Se todas as finais são para ganhar, quando o rival está do outro lado isso ganha outra dimensão.  A receita é simples, mas exigente. Em campo, jogar sem medo e saber sofrer quando for preciso. Nas bancadas, dar o apoio que só nós sabemos dar. 

Vamos a isto, Vitória. Procuremos ser felizes.

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