Continuamos na montanha-russa da nossa história. Num dia olhamos para um sorteio com a confiança de quem acredita que já nada nos trava até ao jogo final; no outro, caímos aos pés de quem, este ano, apenas ousou vencer o Fornos de Algodres. Num dia esfregamos as mãos perante a melhor série da temporada; no outro, voltamos a cair, como tantas vezes, na Taça de Portugal.
Os avisos já foram mais do que muitos ao longo da história do Vitória, mas insistimos em não aprender. Mais do que tomba-gigantes, este foi um tombo dos gigantes. Pela frente estava um adversário que, ainda há pouco tempo, tinha sofrido quatro golos no D. Afonso Henriques e vinha de mais uma goleada pesada. Talvez por isso este desfecho custe ainda mais a digerir.
É certo que houve oportunidades, mas a segunda parte - tirando o penálti - foi amorfa, muito aquém do nível exigível a quem queria chegar mais longe na competição, sobretudo perante um adversário que parece ter terminado a época quando nós ainda estamos a meio do caminho.
Não há muito de positivo a retirar deste jogo, a não ser o facto de nos voltar a ligar à terra. A nós e à equipa. Um amargo de boca, antes de nos enchermos de doces no Natal.
Mas, antes ainda de reunirmos a família, há a receção ao Sporting, já na próxima terça-feira. A verdade é que hoje a azia continua grande. Procuremos curá-la nos próximos dias. E já nem digo que aprendamos com os erros, porque está visto que a nossa veia solidária continua a ser levada demasiado à letra nesta competição.