O SC Braga não foi grande. Foi gigante.
Que remontada fantástica em Sevilha. A perder por 2-0, num ambiente infernal em La Cartuja, frente a mais de 60 mil adeptos do Real Betis, os Guerreiros do Minho fizeram o impensável. Viraram o jogo para um incrível 4-2 e deixaram o estádio em silêncio. Uma noite europeia para a história.
Assim, o Braga está, pela segunda vez, nas meias finais da Liga Europa. Um feito extraordinário que confirma aquilo que esta equipa tem vindo a demonstrar na Europa: personalidade, coragem e uma ambição sem limites.
Numa época marcada por altos e baixos nas competições internas, é justo destacar a liderança de António Salvador. Num momento em que muitos pediam mudanças, manteve a confiança no treinador, segurou o rumo e não vacilou mesmo depois da derrota na final da Taça da Liga e da eliminação na Taça de Portugal. Hoje, essa decisão revela-se determinante.
Para se conseguir uma noite como esta, não basta qualidade. É preciso coração, ambição e razão. É preciso acreditar quando tudo parece perdido. É preciso ter identidade.
O SC Braga é agora a única equipa portuguesa ainda em competição nas provas europeias. Um orgulho para o clube, para a cidade e para o país.
O sonho continua. E Istambul está cada vez mais perto.
Este Braga já não surpreende. Afirma-se.