Terminou a primeira volta do campeonato e, como adeptos do SC Braga, não podemos estar satisfeitos com a realidade atual. Um quinto lugar na classificação e uma distância de 22 pontos para o primeiro classificado é manifestamente pouco para o valor deste plantel e, sobretudo, para as expectativas criadas no início da época. Mais do que isso, quando se chega ao fim da primeira volta praticamente afastado da luta pelos três primeiros lugares, o cenário torna-se verdadeiramente preocupante.
Este fim de semana, na Amadora, voltou a ficar exposto um dos grandes problemas da equipa: a falta de concentração. Depois de estar a vencer por 3-1 e com o jogo controlado, o Braga consentiu dois golos em poucos minutos e deixou escapar mais dois pontos. Isto não pode acontecer a uma equipa que quer afirmar-se como candidata aos lugares cimeiros. A consistência não é um detalhe, é uma exigência.
Tenho escrito, e mantenho, que há motivos para dar um voto de confiança a esta equipa e a Carlos Vicens. É verdade que o Braga continua em todas as frentes competitivas. Mas também é verdade que, no campeonato, a margem de erro praticamente desapareceu e que, realisticamente, a luta será agora pelo quarto lugar. A margem está curta e o tempo começa a contar.
Janeiro é um mês decisivo. E começa já esta quarta-feira, com a meia-final da Taça da Liga frente ao Benfica. Esta é uma competição onde o Braga tem história, identidade e conquistas. Apesar da qualidade do adversário, espera-se uma equipa ambiciosa, concentrada e com vontade clara de vencer. Uma vitória levaria os Guerreiros do Minho à final de sábado, em Leiria, e poderia ser o impulso anímico que esta época tanto precisa.
O momento exige mais do que palavras. Exige resposta em campo.