Não foi positiva a deslocação dos Guerreiros do Minho à Hungria. Frente ao Ferencváros, o SC Braga apresentou um futebol demasiado lento e previsível, permitindo ao adversário controlar largos períodos do jogo e sair vencedor por 2-0. Um resultado pesado e que complica muito as contas do apuramento para os quartos de final da Liga Europa.
Faltou intensidade, faltou agressividade e, acima de tudo, faltou capacidade de surpreender. Em jogos desta exigência, cada detalhe conta e o Braga ficou aquém daquilo que tem demonstrado nesta competição. A eliminatória ficou difícil, mas não impossível.
Esta quarta-feira joga-se a segunda mão, no Estádio Municipal de Braga, num horário pouco habitual, às 15h30. Um desafio extra para a mobilização dos adeptos, mas que não pode servir de desculpa. Pelo contrário, é nestes momentos que se mede a verdadeira força de um clube.
As palavras de Carlos Vicens são claras e devem ecoar em toda a cidade: “Temos de ser SC Braga, mais do que nunca. Dar a nossa melhor versão. Juntos, com os nossos adeptos, vamos lutar com tudo.”
É exatamente isso que se espera. Uma equipa com outra atitude, mais intensa, mais agressiva, mais corajosa. E umas bancadas cheias de crença, capazes de empurrar a equipa desde o primeiro minuto.
Os Guerreiros nunca desistem. E enquanto houver uma hipótese, há obrigação de acreditar.
Esta é daquelas tardes em que não basta jogar. É preciso sentir, lutar e acreditar até ao fim.