Artur Fernandes

Artur Fernandes Presidente da Associação Nacional de Agentes de Futebol

Joaquim Oliveira, o Bom Padrinho

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Esta semana fica marcada pelo desaparecimento daquele que carinhosamente era apelidado de Tio Joaquim, um homem de uma enorme paixão pela vida, com opiniões fervorosas e assertivas, de uma generosidade reconhecida por todos aqueles com quem privou. Pilar basilar do crescimento do futebol português tal e qual como o conhecemos, destacou–se por uma visão extraordinária e revolucionária daquele que se tornaria o negócio do século no futebol, ou seja, a comunicação social, os direitos televisivos, a publicidade, o marketing, e já nos últimos tempos, a internet e o streaming. Viu tudo isto e muito mais, bastante antes de qualquer um de nós, numa capacidade inédita de promover o nosso futebol e assim, projetá-lo a nível mundial. Se hoje temos jogos de futebol a toda a hora nas nossas casas devemos a Joaquim Oliveira e seus pares. Foi seguramente o homem mais importante do futebol português sem aparecer, sem se mostrar, e sem se exibir, onde, de forma discreta, juntava pessoas ao jantar, fazia-os rir, passar uma noite bem passada e no final, aglomerava pessoas, criava ideias, transportando-os no seu buggy para projetos arrojados e inovadores, dando tacadas certeiras na promoção do desporto em geral, e do futebol em particular.  

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