A direção do Benfica ultrapassou uma linha vermelha difícil de entender. Ao ceder à chantagem de 200 ultras no Seixal e ao patrocinar a conversa de Mourinho e alguns jogadores com os adeptos mais fanáticos no que deveria ser um espaço profissional de trabalho, deu a imagem de um clube à deriva. Aqui as claques mandam mais do que os dirigentes e o medo permite que se deixe ao abandono um plantel para que este seja devidamente 'apertado' pelos ultras. A mesma gente que faz com que o Benfica pague centenas de milhares de euros em multas, com que os verdadeiros adeptos não possam ir ver os jogos fora na Europa, a mesma gente que apedrejou o autocarro, pintou a porta de casa de Lage ou invadiu a garagem. Repare, na deslocação ao Seixal apareceram mais de 200 e quase não se viu ninguém vestido de vermelho. Porquê? Não é o vermelho que os move.