O empate foi o resultado justo, se é que isso existe, para um clássico onde o que mais impressionou foi o medo cénico manifestado por Farioli e Rui Borges, ambos aterrorizados com a hipótese de perderem o jogo e com medo de serem felizes. Até ao golo do FC Porto, nascido de uma série de carambolas em que a destacar há o talento de Mora, pouco tinha acontecido. A partir daí o Sporting soltou-se, foi melhor e acabou por chegar ao golo da justiça com um penálti tão claro... como caído do céu. O clássico foi poucochinho. O melhor foi deixar tudo em aberto e termos liga até ao fim. Espanta-me, contudo, Farioli e Borges terem escolhido encolher-se tanto. Uma opção que nos trouxe futebol medíocre e em que ambos foram incapazes de retirar o que melhor têm os plantéis que comandam. Que podem jogar tão mais do que isto.