Em 2023, o então capitão do FC Porto, Pepe, acusou o argentino Colombatto de lhe ter chamado “mono” (macaco, em castelhano) num jogo, em Famalicão, das 'meias' da Taça de Portugal. Pepe ponderou abandonar o relvado, incapaz de tolerar o que considerou um insulto racista proferido por um adversário. Garantiu que o árbitro, a escassos metros, ouvira tudo — mas não tivera coragem de agir. No final, apresentou queixa na PSP por injúrias racistas, crime público. O Conselho de Disciplina abriu um inquérito, mas Colombatto acabou ilibado, por falta de provas. A sua tese – a de que dissera apenas “Deste-me uma patada, idiota” – prevaleceu. Mais tarde soube-se que o instrutor do processo pedira os áudios do VAR, admitindo a elevada probabilidade de a conversa ter sido captada. Não lhe foram fornecidos. O FC Porto falou em provas ignoradas e falta de vontade em fazer justiça. E o caso morreu ali, soterrado entre formalismos, ruído e conveniências.