O arrebatamento que a troca de Roger Schmidt por Bruno Lage havia criado na nação benfiquista esfumou-se no espaço de uma semana e meia. A mesma equipa que tinha recuperado seis pontos de atraso para o líder Sporting e que tinha passado o Natal na liderança da liga, regressou ao terceiro posto no virar de página do campeonato e do ano civil. Isto após ter esbanjado sete pontos nas últimas cinco jornadas: os desaires com o Sporting e com o Braga seguiram-se ao empate nas Aves. E, aos olhos de muitos adeptos do Benfica e de outros tantos críticos, o treinador regressou à desprezível condição de besta, voltando a ser alvo de vaias e de apupos dos que ainda há pouco tempo atestavam a sua competência com o rótulo de bestial (sem levarem em conta, já agora, o real significado do vocábulo).