Prendas de galhofa

A noite de Natal já lá vai, mas nem isso trava a praxe de aqui distribuir as prendas de fantasia aos principais protagonistas do nosso futebol, seguindo o costume mais em voga em Espanha e em Itália, onde a troca de presentes só ocorre no Dia dos Reis (Magos). Ao contrário de Belchior, Baltazar e Gaspar, não oferecemos ouro, incenso e mirra, mas sim prendas fantasiosas, na forma de livros. Não houve leitura de todas as obras citadas, mas fez-se, pelo menos, uma interpretação arguta dos opúsculos. Até para poder acrescentar, aqui e ali, uma pontinha de malícia. Muitos dirão que são brindes de escárnio e maldizer, mas não se aceitam devoluções. E muito menos reparações por danos ao amor-próprio. No Natal (também) ninguém deve levar a mal. Como é hábito, quem se sentir injustiçado, ou triste por não ser citado, pode reclamar um exemplar fantasioso do almanaque 'Borda d’ Água 2026'. Com os seus dados astronómicos e religiosos, dá muito jeito à tribo do futebol.

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