Gostei da atitude e do comportamento do V. Setúbal de José Couceiro na final da Taça CTT e gostei de ver a ação e o bom desempenho de Gonçalo Paciência. A equipa do Sado soube o que fazer em cada momento do jogo, confirmando assim que a lição tática estava bem preparada e ainda melhor executada foi, enquanto Gonçalo Paciência provou, de novo, que com o treinador certo não pára de crescer como futebolista, dando passos firmes e justificando a chamada imediata para integrar o ataque do FC Porto.
O filho de Domingos Paciência não queimou etapas neste seu crescimento, e depois de algumas experiências difíceis, encontrou um cenário favorável às mãos de quem sabe, José Couceiro, que foi fundamental para a correção de pequenos detalhes que impediram que tivesse este bom rendimento mais cedo na sua carreira, apesar dos seus 23 anos. O seu presente passa, desde já, pelo dragão, onde chega com estatuto reforçado, e no futuro pela Seleção Nacional, dado que tem estado no radar de Fernando Santos.
O Sporting voltou aos títulos, desta vez ergueu a Taça CTT, competição que já ninguém contesta, fruto da sua boa organização e de um modelo competitivo com mérito. Os leões exteriorizaram a sua euforia, valorizando um troféu que dá sentido ao trabalho que tem sido desenvolvido. A febre leonina de sábado à noite devolveu o entusiasmo à sua dedicada e fiel massa adepta, apesar de nesta edição da Taça CTT só ter ganho um jogo nos 90 minutos. Mérito de um leão que soube tirar o melhor proveito da situação…