Os efeitos do Covid-19 têm deixado marcas em todos os sectores. Hoje é pacífico que muita coisa terá de mudar para que o mundo não fique exposto a imensas fragilidades autodestrutivas, particularmente na relação que tem com o ambiente, a transição digital, o respeito pela privacidade face aos gigantes de Silicon Valley ou uma maior e irreversível fractura de rendimentos, cavando fossos brutais entre pobres, remediados e ricos. Mas já não é tão consensual se estão a ser dados passos reais no sentido de promover mudanças que tenham em conta uma relação diferente da que vigorava até 2019 com o dinheiro. Nunca a ideia de que viver acima das posses é muito perigoso foi tão universalmente verdadeira como hoje.