Por mais estudos que se possam fazer em relação às necessidades dos estudantes atletas ou pedagogia sobre a importância de apoiar as carreiras duais, existe algo incontornável no sucesso da compatibilização entre a escola e o desporto que é a boa vontade, de parte a parte. Acredito genuinamente que o futebol tem evoluído, fruto de um esforço conjunto, tanto no masculino como no feminino, para fomentar o percurso escolar dos atletas. Aliás, no feminino temos a responsabilidade acrescida de aprender com os erros cometidos pela profissionalização precoce dos jogadores e o abandono dos estudos que os deixou sem plano B e vulneráveis à ruína financeira. A maioria dos jovens consegue concluir o ensino obrigatório ou encontra soluções adaptadas, como o ensino profissional, o programa das unidades de apoio ao alto rendimento na escola (UAREE), ou o "Qualifica", no caso dos adultos, os quais ajudaram a mitigar a forte rigidez da escola tradicional no acompanhamento, adaptação de horários e calendarização de avaliações.