Joaquim Evangelista
A vitória da Seleção Nacional de sub-17 no Campeonato do Mundo do Qatar, o primeiro nesta categoria e o terceiro do nosso país nos escalões jovens, demonstra a excelência do trabalho que tem sido feito. Permitam-me um reparo, numa altura em que se valoriza muito pouco os praticantes, e ainda menos os futebolistas, nos projetos governativos. O futebol continua a dar um exemplo de representação e dignificação do nosso país à escala internacional. Desde a geração de ouro, que venceu os campeonatos do Mundo de 1989 e 1991, marcada pela revolução trazida pelo professor Carlos Queiroz e pela irreverência de um conjunto de jogadores que ajudaram a escrever páginas douradas do futebol português, vão décadas de diferença e uma clara evolução das condições de trabalho e profissionalismo com que se encaram os diferentes patamares até ao futebol sénior. Só assim é possível continuar a ganhar, acompanhando a evolução do futebol e estando na linha da frente do conhecimento e da preparação.