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O Real Madrid empatou com o Manchester City ( 3-3), na 1.ª volta. Tenho pena que uma das equipas fique pelo caminho. Este jogo foi dos melhores que vi nos últimos anos.
O que me impressionou foi o ritmo de jogo, a capacidade de pressionar sem abrandar ou ter quebras físicas e fazer contra-ataques durante todo o jogo.
A atitude no jogo foi sempre igual para as duas equipas, em que passou por concentração, coragem, rigor e ambição.
O Real Madrid para passar a eliminatória tinha que suar a camisola e manietar o Manchester City perante o seu público. A jogar em casa o Manchester City não foi tão cauteloso e prudente como o fez no Bernabéu.
O Real Madrid neste 2.º jogo tinha que vencer, ou pelo menos empatar e avançar nos penáltis.
Começou o jogo muito bem ao colocar-se na frente, porém o City na 2.ª parte empatou e foi dono do jogo, assim, teve que haver prolongamento.
O Real Madrid tinha perante o Manchester City a difícil tarefa de eliminar o vigente campeão da Liga dos Campeões e procurar vingar a eliminatória da temporada passada na semi-final.
A história do Real Madrid escreve-se em eliminatórias como esta, perante o Manchester City.
Começou por estar a ganhar, deixou-se empatar, foi para prolongamento, perdeu Vinicius, mas manteve sempre o sangue frio.
Nos penáltis começou mal, mas acredita sempre e deu a volta por cima.
No Real Madrid não existem impossíveis. Realço a classe de Ancelotti ao ir cumprir Guardiola, no final do jogo, sem espaventos de euforia e de forma cordata - um cumprimento digno. É por isso que Ancelotti é dos melhores treinadores dentro do campo e fora do campo.
O herói improvável do jogo foi Lunin, com um carácter frio, impávido e sereno, acabou o jogo como se nada fosse apesar de ter parado dois penáltis e de ter feito enormes defesas durante o jogo.
O Real Madrid ao eliminar o Manchester City, em Etihad, está vingado e animicamente lançado para mais uma final da Liga dos Campeões. Não percam este fim-de-semana o jogo contra o Barcelona.
Nota: o jogo desta terça-feira entre o Barcelona – PSG foi espectacular, esteve ao nível do Real Madrid – Manchester City da 1.ª volta. Sobressaiu um menino português que se chama Vitinha vendido em saldo pelo FC Porto.