A estreia do meu filho

Este artigo podia ser dedicado a um dos temas quentes da atualidade do nosso futebol e da arbitragem. Mas, considerando que há tantos especialistas e conhecedores sobre todos esses assuntos, deixo para eles... Até porque acredito que todos os temas têm o seu tempo, local e contexto para serem abordados. Prefiro dedicar este espaço a algo muito mais importante: o primeiro jogo federado do meu filho, que aconteceu este fim de semana no Distrital de sub-11 de futsal da AF Lisboa. Não jogou mal, fez uma assistência para golo e a sua equipa ganhou. Mas nada disto teria acontecido sem a presença de um árbitro que, em nome de uma paixão (por vezes inexplicável), abdica dos seus fins de semana para que estes miúdos possam ter jogos dirigidos por um árbitro ‘à séria’. Paulo Teixeira, nome deste herói, é um jovem árbitro de 61 anos de idade e 36 de carreira, que já dirigiu jogos em todos os escalões do futsal português. Quando alguns de nós, que gostamos de pensar um pouco mais sobre arbitragem, dizemos que um dos maiores desafios é o recrutamento e a retenção de árbitros, acreditem que é mesmo! Os nossos miúdos vão querer continuar a jogar à bola, mas não vamos ter Paulos Teixeira para sempre. Ao Paulo, e a todos os que como ele continuam a servir a arbitragem quando o mais fácil seria estar no sofá, o meu enorme obrigado. Vocês são peça chave dos sucessos do futebol português.

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