çUma das ‘polémicas’ da jornada nasceu da forma intensa como José Bessa, árbitro do Arouca-Benfica, se relacionou com os jogadores. Já não estamos habituados a ver árbitros empurrar atletas ou agir com excessiva rudeza no momento de exibir um cartão. E, no futebol, a forma como se faz quase sempre condiciona a leitura do que se fez. Por vezes, chega a apagar o conteúdo e a justiça da decisão, desviando atenções do essencial. Para evitar um conflito entre Dahl e um jogador do Arouca, que provavelmente acabaria com um amarelo por comportamento antidesportivo para o jogador do Benfica, o árbitro afastou o sueco com um empurrão. A intenção pode ter sido boa, mas a forma e a imagem transmitida não foi a melhor, porque um gesto destes acaba por marcar mais do que a decisão em si. Também a atitude demasiado ríspida com que mostrou os cartões, em particular o amarelo ao capitão do Benfica, passou uma imagem de agressividade desnecessária. Um árbitro pode e deve ser firme, seguro e respeitado, mas sem perder a serenidade. Mais uma vez, a forma distraiu do essencial: a decisão foi acertada, porque os capitães não podem correr para o árbitro daquela maneira nem pressioná-lo naquele tom.