Ventos de mudança

Na semana passada, ocorreu um facto que não pode deixar de nos dar alguma esperança para o futuro no que toca ao associativismo desportivo, mais especificamente no que toca às associações regionais. Refiro-me à eleição de Luís Brás como novo presidente da Associação de Futebol da Guarda, o que significa um vento de mudança. Não só pelo longo caminho que percorreu até à eleição, mas sobretudo por causa do acórdão uniformizador de jurisprudência que decidiu que o limite de mandatos constante do nº 2 do artigo 50º do Regime Jurídico das Federações Desportivas (Decreto-Lei nº 248-B/2008, de 31/12), não se aplica aos titulares de órgãos das associações territoriais de clubes filiados nas federações. Tal decisão torna sempre mais difícil a missão dos que ousem desafiar quem está no poder, quando não fazem parte da linha de ‘sucessão dinástica’.

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