Ir contra a corrente e vencer

• Foto: Luís Manuel Neves

Não teve destaque de primeira página em nenhum dos jornais desportivos, foi notícia remetida para as páginas interiores, não foi tema de debate em nenhum programa de televisão. No entanto, aconteceu na última quarta-feira um impensável êxito contra o 'sistema', uma proeza digna de reflexão e, também, de aplauso pelo atrevimento de alguém que se abalançou a lutar contra o 'status quo' e a vencer o 'status quo'. Foi, de facto, uma revolução embora pouca gente tenha dado por isso. Talvez por ter sido uma revolução. Normalmente, as pessoas ligam mais a penáltis e a cartões amarelos e vermelhos do que às revoluções mesmo que as revoluções se passem diante dos seus olhos, como esta terá ou não terá passado. Tomem nota, por favor, que o novo presidente da Associação de Futebol de Lisboa, Vítor Filipe, foi eleito na última quarta-feira sem os votos do Benfica e do Sporting que não lhe fizeram falta nenhuma para bater nas urnas o seu concorrente, Rui Rodrigues, um antigo árbitro que avançou para o escrutínio com o apoio de Pedro Proença.

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