Lamentar as mudanças a que vamos assistindo no nosso mundo é prova de que estamos cá para ver o mundo a mudar e isso é uma boa notícia. Constatemos, sem lamentos, as alterações que se desenrolam e procuremos encontrar indícios inspiradores nesta avalanche de novidades. O futebol não escapa à modernidade sendo que a sua modernidade se apresenta, em determinados aspetos, francamente retrógrada ainda que não pareça. O 'Público' noticiava ontem que “mais de metade da I Liga, quase toda a II Liga, perto de 40% da Liga 3 e até 19 emblemas de escalões inferiores do futebol português já não são controlados pelos clubes fundadores” e concluía que há cada vez mais clubes no nosso país em que os sócios não mandam em coisa nenhuma. É a tendência. Trata-se do fim do associativismo como motor social dos clubes. Não é drama nenhum, dizem. É o fim de uma coisa e o começo de outra coisa.
