_
Semana muita rica em temas, muitos deles históricos, desde o nascimento e morte da Superliga em 48 horas, à nomeação de Artur Soares Dias, Rui Licínio, Paulo Soares, João Pinheiro e Tiago Martins para o Euro’2020.
A ideia da Superliga merece uma reflexão. Há muito que o futebol a este nível é muito mais que uma paixão e os clubes são geridos como empresas vocacionadas para o negócio, esquecendo que só existem porque existiram adeptos que nas suas fundações trabalharam de forma voluntária. Alguns destes clubes são agora apenas caprichos de milionários que não ligam a meios para atingir fins.
Apesar de ter sido apenas uma ideia ventoinha, que tenha servido também para alertar as grandes instituições que não podem continuar a liderar com ideias fixas e sem diálogo. O futebol, seja num contexto de negócio ou lazer, terá de ser sempre as pensar nos adeptos e não nos egos de quem o dirige.
Sobre a notícia por que toda a arbitragem ansiava, estas nomeações, apesar de todo o mérito dos árbitros, são resultado do trabalho de toda a arbitragem. É um novo ciclo que se abre, sendo injusto para os árbitros de grande qualidade que nestes últimos sete anos não conseguiram estar em grandes competições, como foi o caso de Jorge Sousa. Mas esta nomeação também é deles, pelo trabalho profissional que foram fazendo e foram passando aos mais novos.
A todos, sem exceção, um agradecimento especial pelo trabalho que nos levou a este resultado e pode ainda não ficar por aqui. Por isso, dou também os parabéns ao Conselho Arbitragem da FPF pelo trabalho desenvolvido para que este sonho fosse possível.