Comissão de festas permanente

A nova direção da Federação Portuguesa de Futebol tem sido, no pouco tempo de exercício, promotora de várias comissões de trabalho de forma a entreter várias personalidades. O objetivo é ocupar o máximo de pessoas possível de forma a que se sintam importantes e úteis para uma grande mudança no futebol português. A exemplo do que já acontecia na Liga Portugal, onde nada aconteceu de significativo durante uma década, as promessas foram sendo adiadas sem que os clubes se apercebessem que os discursos eram mais poderosos que os atos. A proposta da centralização dos direitos televisivos, grande promessa eleitoral na altura, era algo que obrigava a tomar decisões que não iriam agradar a todos e colocaria em risco o principal objetivo de avançar para a presidência da FPF. A força dos ‘croquetes’ sempre resultou. De boca cheia não se fala e, pelo meio, convém ir distribuindo uns troféus, fazer umas inaugurações e umas galas em que todos gostam de aparecer para as fotos. Na FPF a urgência é maior, em pouco tempo quase 20 comissões de trabalho, galas, inaugurações, Portugal Football Summit, 1.º Conselho de Presidentes e a criação de uma Direção Técnica de Arbitragem responsável pela pior fase do setor na última década. Será que tudo isto, em tão pouco tempo, é sinal de um novo objetivo em 2027 para a UEFA? Assim, o lema continua a ser o mesmo: o próximo que resolva...

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