VAR insuficiente

O sistema de vídeo-arbitragem nem sempre é suficiente para reverter todos os erros cometidos no terreno de jogo mesmo que o protocolo assim o permita. A velha questão se a bola entrou totalmente na baliza voltou a ser levantada após o golo validado a Otamendi. Todas as imagens disponíveis pela operadora não são totalmente esclarecedoras apesar de "parecer", "ter a sensação" ou até mesmo ter a "perceção" que a bola possa ter entrado totalmente na baliza. O vídeo-árbitro não pode intervir com base em probabilidades ou achismos para reverter uma decisão tomada no terreno de jogo. Tiago Martins, VAR do jogo, entendeu intervir para validar um golo, contrariando uma decisão do assistente, sem ter qualquer imagem que seja clara e inequívoca que um erro tenha sido cometido. Este tipo de intervenção, em situações factuais, não carece de análise posterior do árbitro, recorrendo ao monitor disponível no terreno de jogo. João Pinheiro validou o golo convencido que, por ser uma questão factual, não existiria qualquer dúvida que tinha sido cometido um erro claro e óbvio. A tecnologia da linha de golo sempre foi desprezada pela Liga e pela FPF, usando o argumento dos custos elevados para a instalação de uma tecnologia que raramente seria utilizada, atendendo ao número escasso de situações ao longo da época. A validação do golo até pode ter sido correta, mas, existindo a mínima dúvida, o VAR não devia intervir.

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