Fora de jogo

1 Pode ser que tudo ou alguma coisa de essencial ainda mude, às vezes há milagres: pode ser então que o FC Porto ainda consiga chegar ao segundo lugar e disputar o acesso à Champions para a próxima época. Mas para já, tendo sido cedo afastado da Taça da Liga, da Taça de Portugal e da Liga Europa, e a 10 jornadas do final do campeonato, a sensação que eu tenho é que o FC Porto está fora do jogo que conta, restando-lhe lutar para manter o terceiro lugar. Sensação estranha para um portista, é como se os meninos da nossa rua não nos deixassem jogar com a bola deles. Assim, pela primeira vez este ano dei comigo sem qualquer vontade de ver um jogo do FC Porto - no caso, o jogo em Arouca. E não apenas porque sinto deveras que já nada há porque lutar no nosso caso, como também porque me enerva profundamente assistir aos jogos do Porto actualmente: ver os defesas a atrapalharem-se como iniciados a trocar a bola de uns para os outros ou os avançados a passarem de uns para os outros a responsabilidade de chutar à baliza. Não vi, pois, o jogo do Porto em Arouca, limitei-me a ler os comentários no dia seguinte. Diziam que o Porto tinha sido essencialmente pragmático, beneficiado por um penálti caído do céu bem cedo e, daí para a frente, defendeu com cinco jogadores, teve menos posse de bola e viu Diogo Costa defender dois remates de golo. Ou seja, jogou como equipa pequena e amedrontada. Ainda bem que não vi: a defender com cinco contra o Arouca! De bom, parece que houve apenas o regresso de Marcano (finalmente!), podendo, pelo menos, mostrar àqueles desastrados centrais como se defende. Em contrapartida, perdemos para o jogo de Braga, Rodrigo Mora e Fábio Viera, os dois melhores entre os que restam: tremo só de pensar no meio campo que apresentaremos no jogo da disputa pelo terceiro lugar.

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