1- Rúben Amorim para a eternidade! Um jovem e grandessíssimo treinador, um cavalheiro do futebol, saíu de Alvalade como qualquer um de nós gostaria de sair de qualquer sítio onde fomos felizes. Deixa o Sporting com uma vitória para recordar sempre e lançado na Liga dos Campeões. E chega a Manchester (depois do duelo em Braga) com o cartão de visita de ter esmagado o grande rival da cidade: melhor era impossível. E, todavia, ele que é sério, sabe que o resultado foi bem mais sortudo do que o decurso do jogo faria prever: 33% de posse de bola contra 66%; 9 remates contra 20; 1 canto contra 11. E uma primeira parte onde o Sporting foi completamente esmagado, com os seus jogadores à deriva, perdidos, cabisbaixos, mesmo humilhados. A solução: bola para a frente para o Gyokeres - falhou à primeira, acertou à segunda. Não foram dois ataques da equipa, foram duas correrias a solo desse para-fenómeno. Depois, três minutos encantados que valeram dois golos e deixaram o City à deriva. Mas seria injusto não destacar também as grandes exibições de Pote (três passes mortais para golo, só um aproveitado), Israel, negando três golos a Halland, e também Maxi Araújo, Quenda e Trincão. No City, o melhor foi o ex-sportinguista Matheus Nunes e o pior, sem surpresa minha, Bernardo Silva. Eu vibrei, como se fosse sportinguista: pelo futebol português, pelo Rúben Amorim, que merecia uma despedida como esta, e pela humilhação do City, um dos maiores batoteiros do suposto fair-play europeu.