Tiago Martins, o árbitro do FC Porto-Estrela da Amadora, não deve ter dormido bem na noite de sábado. Um erro claríssimo seu, deixando passar uma falta evidente sobre Galeno no meio campo, cometida à frente dos seus olhos, proporcionou um imediato contra-ataque ao Estrela que só não terminou em golo porque, no último instante e num esforço incrível, Zaidu, vindo lá de trás em grande correria, cortou para canto. Cortou e logo aí ficou estendido, com dupla rotura de ligamentos cruzados no joelho e a garantia de que não voltará a jogar antes de 8 a 12 meses, privando-o de fazer o que gosta e sabe, e ao seu clube de dispor dos serviços para os quais lhe paga. É claro que, de forma alguma, se pode responsabilizar directamente Tiago Martins pela consequência da sua falha: o contra-ataque subsequente podia não ter sido tão letal, Zaidu podia não se ter sacrificado em benefício da equipa ou não se ter lesionado ao fazê-lo, e, antes dele, o estreante Otávio/12 milhões podia não ter sido ultrapassado com tanta facilidade por Ronaldo Tavares, como o viria a ser também em outras duas ocasiões. Longe de mim culpar o árbitro pela desgraça de Zaidu, mas culpo-o por um erro grave que, sem culpa do árbitro, teve uma consequência ainda mais grave.