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Leão deslumbrado e leão revoltado
A troco de nada, o Sporting ganha matéria para queixas, actuais e futuras. Mas, reparem nisto: por mau comportamento de um adepto (que não é funcionário do clube), lançando um engenho pirotécnico, o FC Porto foi penalizado com um jogo de interdição do Dragão. Mas, por mau comportamento de um seu atleta (Nuno Santos), não é o clube que é penalizado, mas o jogador
1- Sem grandes problemas, a Selecção lá confirmou o esperado apuramento para os ‘quartos’ da Liga das Nações. Dois jogos diferentes: contra a Polónia, uma primeira parte para esquecer e uma segunda de arraso; contra a Croácia, uma boa e fluida primeira parte e uma segunda de sobrevivência. Contra a Polónia, Roberto Martínez, como seria de esperar, voltou a apostar nos seus eternos amores, com Bernardo Silva completamente ineficiente, como é habitual, e Cristiano Ronaldo aplicado apenas em reclamar por tudo e por nada e garantir o monopólio da cobrança de livres e penalties. Foi preciso que, já no segundo tempo, Rafael Leão – nos tempos que correm, o melhor jogador das quinas – pegasse na bola em terrenos de Bernardo Silva e abrisse e Nuno Mendes à esquerda, como se fosse um médio ofensivo, e depois ainda corresse para fulminar de cabeça o centro de Nuno Mendes, em terrenos de Cristiano Ronaldo. Daí para a frente, abriu-se a enxurrada e Portugal soltou-se, com destaque para o grande golo de Bruno Fernandes, o nosso melhor rematador. Em Split, o jogo serviu sobretudo para confirmar que as ‘segundas linhas’ ajudam a compor o melhor leque de selecionáveis de sempre, não havendo, de facto, razão para tanta fidelidade de Martínez aos de sempre.
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