1 - Não, não há milagres: treinadores adjuntos ou vindos das equipas B dos clubes grandes, como Vítor Bruno ou João Pereira, quando postos, sem mais, à frente das equipes principais, até podem safar-se bem, mas essa não é a expectativa mais provável. Bruno Lage conseguiu-o no Benfica, no primeiro ano e está consegui-lo de novo agora, mas falhou no segundo ano no Benfica e falhou no Botafogo. Também entra aqui e conta muito o factor sorte, e quem tem visto os últimos jogos do Benfica sabe do que falo: contra o Monaco, uma arbitragem feliz pôs o Benfica a jogar contra dez quase metade do tempo, quando devia ter sido ao contrário e, contra o Vitória, o Benfica ganhou com menos remates, menos cantos e menos ataques que o adversário e o guarda-redes minhoto só fez uma defesa e consentiu mal o golo do Benfica. Oito remates contra nova fez o Benfica e ganhou; 16 contra quatro fez o FC Porto em Famalicão e empatou, com o golo adversário oferecido por Diogo Costa. Mesmo assim podia ter ganho, se uma brilhante jogada de contra-ataque a acabar em golo não tem sido revertida e transformada em penálti a favor do Famalicão, depois de o VAR ter puxado o filme seis momentos atrás e descortinado um daqueles penáltis de "volumetria" do braço: o vídeo-futebol a sobrepor-se ao futebol-espectáculo.