Meio Porto

Meio Porto

Quem diria que à terceira jornada, o campeão Porto tombaria em pleno Dragão.

Luís Castro tornou-se o primeiro caçador de dragões da época. Ele, melhor do que ninguém, conhece cada palmo daquele relvado, cada caraterística de cada jogador e as fraquezas daquela fortaleza.

Não vale a pena crucificar ou apontar o dedo a algum jogador azul e branco, vale a pena refletir no que aconteceu para que no próximo domingo à noite não haja nova festa no concelho de Guimarães, desta feita, na freguesia de Moreira de Cónegos.

Sérgio Conceição estará sempre a aprender. Este é o primeiro grande clube que treina na sua carreira. Terá seguramente mais jogos adversos até final da época.

Perceberá Sérgio que, quando a equipa dá mostras de intranquilidade, ele será a voz mais necessária de se ouvir dentro do campo.

Conceição assistiu na semana anterior a um pré-aviso no Jamor. A 'sorte' esteve do seu lado nos últimos instantes. Mas como o futebol não um é jogo de sorte ou azar apenas, o azar da sorte apareceu em pleno Dragão. Por duas semanas seguidas, o Porto jogou meio tempo, o primeiro foi razoável, o segundo de aflitos. Um Porto a meias, um Porto de dupla personalidade. Um Porto que começou formiga e transformou-se em cigarra.

O Porto sempre quis ganhar o jogo mas Douglas estava lá para dizer não. Perdeu o norte no segundo tempo, jogou sem VAR no primeiro, e recordou pelos piores motivos André André, Tozé e João Carlos Teixeira. Que noite horrenda esta de sábado à noite, que tanta febre provocou. E agora Sérgio? Com mais dois lesionados ou tocados, sem reforços sonantes até amanhã, com a prata da casa que foi de ouro na época passada? Este é o momento de fazer perguntas. Domingo é a altura de termos as nossas respostas.

A Champions começará a entusiasmar a nossa bancada após o sorteio de hoje, a ficar na cabeça dos jogadores, mas essa cabeça tem de ser limpa. Tem de os focar de novo na humildade que tiveram antes de serem campeões. O fato de gala que vestimos para receber as faixas, tem de ficar no armário, mas sem ganhar o cheiro a naftalina que os últimos quatro anos trouxeram antes deste.

Não precisamos de golear todas as semanas. Podemos ser defensivos quando devemos. Saber defender bem, sempre fez escola nas Antas e no Dragão.

Mourinho foi campeão europeu assim e não veio mal nenhum ao Mundo. A defesa é o melhor ataque, mas um ataque, sem defesa nenhuma, estará sempre em desvantagem. O vinil voltou, mas prefiro não ouvir a música do lado B. Afinem as agulhas, passem o pano, retirem os riscos, que a música tocará de novo sem soluços.

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