Octávio Ribeiro
Octávio Ribeiro Jornalista

A estrela é nossa

É óbvio que Fernando Santos já está de parabéns, mas também é óbvio que o selecionador português não vai entregar a taça de mão beijada aos franceses.

Esta final é um jogo à imagem da equipa que Fernando Santos foi modelando. Um bloco sólido que não procura a vertigem do ataque desenfreado. Uma equipa que sabe tapar caminhos e não tem fome excessiva de posse de bola.

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Portugal vai ter de sofrer, saber encolher-se e explorar o contra-ataque. Pela primeira vez neste torneio, Portugal tem um jogo em que não é favorito. Vamos ficar confortáveis nesse estatuto.

Enfrentamos uma poderosa equipa, a jogar em casa e até com a história do seu lado. Três meias-finais, três eliminações aos pés dos franceses. Mas agora, pela primeira vez, o melhor jogador, a maior estrela, alinha do lado português.

Nos anos 80, Platini, e já neste século, Zidane, resolveram sempre para o lado francês. Chalana e Figo foram impotentes para equilibrar a balança.

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Agora, Portugal tem a saúde

coletiva, a união do grupo e o rigor tático mais elevados de que há memória. E tem Ronaldo, um superjogador que se tornou um grande capitão.

Podemos vencer.

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Por Octávio Ribeiro
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