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O Sporting faz chegar Barcos e ganha uns milhões com a ida de Montero, em troca. Se nos situarmos no último jogo, diremos que é uma má opção. Montero poderia ser a chave para jogos fechados na área adversária. Montero é um artista. Mas a forma como festejou o seu último golo em Alvalade era já sinal de saída ou saturação. É assim um excelente ato de gestão trocar Montero por Barcos, mais os milhões que permitem pagar o seu salário e mais uns trocos. Barcos é quase um avatar de Slimani.
Situemo-nos em Barcos. Um ponta de lança à antiga. Se Jesus conseguir pôr Barcos a meter golos com frequência, merece uma estátua à entrada do Estádio de Alvalade. O milagre será tão grande que toda a grama de mármore será merecida, mesmo que Jesus vá evangelizar o dragão.
Barcos é um jogador chato para as defesas. Dá luta e tem alguma capacidade técnica para manter a bola. Aí é muito melhor do que Slimani. É também um guerreiro. Vai ao choque sem medo. Porém, precisa de mais três bolas do que Slimani para fazer golo com os pés e de mais cinco para concretizar com a cabeça – grosso modo.
Esta é uma análise desapaixonada de quem viu, via tv, mais de três dezenas de jogos onde Barcos participou (jogava sempre, não é atreito a lesões) no excelente ‘Brasileirão’, nas últimas épocas, ao serviço de Palmeiras e Grémio. Só falta a Barcos marcar com mais frequência. Se Jesus conseguir esse milagre, com este excelente profissional, merece ser canonizado pela maravilhosa tribo verde-e-branca.
Por Octávio Ribeiro