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Pedro Adão e Silva
Pedro Adão e Silva Professor Universitário

Um futuro risonho?

Depois do clássico de Alvalade, o campeonato está relançado e é de novo uma corrida a três. Na Luz há, por isso, razões para otimismo.

No rescaldo do jogo de Guimarães, Rui Vitória afirmou, a este propósito, e após (mais) uma vitória sofrida, que lhe parecia que "o futuro ia ser risonho". Percebe-se os motivos: os rivais têm perdido pontos, vão perder mais e o Benfica terá reforços importantes para a segunda metade do campeonato. E não falo da chegada ainda incerta de Cervi ou da promessa Grimaldo. Os regressos de Gaitán, Nélson Semedo, de Luisão e, espera-se, de Salvio ajudarão a mudar o Benfica. Quatro jogadores que podem trazer o suplemento de qualidade que tantas vezes tem faltado.

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Com Gaitán, o Benfica tem ganhos de criatividade no jogo atacante; com Nélson Semedo recupera profundidade nos corredores (uma das principais lacunas desta época tem sido a forma como os laterais se encontram sistematicamente em posições muito recuadas); enquanto Luisão é uma voz de comando, que organiza a equipa. Claro está que Salvio em forma trará uma explosão no um para um que ajudaria ao regresso do carrossel atacante do passado.

Mas engana-se quem pensa que o problema do Benfica é, apenas, de diminuição de qualidade individual por força da onda de lesões ou de excesso de juventude. É certo que um ataque com Gaitán, Jonas e Salvio, apoiados por Renato Sanches, fará diferença. Não será, no entanto, suficiente. Um futuro verdadeiramente risonho depende da capacidade de, à qualidade individual, juntar-se uma dinâmica coletiva e um critério no jogo atacante que, até ver, têm estado ausentes.

Por Pedro Adão e Silva
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