Sou sócio do Benfica há quatro décadas e das poucas coisas que tenho como certas é que em circunstância alguma abandonarei a minha condição de adepto do Glorioso. Mas a paixão clubística não me levará a deitar às malvas fundamentos sacrossantos, nomeadamente aqueles que devem organizar um Estado de direito numa sociedade decente. Na verdade, é quando o tema é futebol, por definição um território movido a paixões, que os nossos princípios são postos à prova. É por isso que devemos deixar ao futebol o que é do futebol e à Justiça o que é da justiça.