Lateral-esquerdo

Pedro Bouças
Pedro Bouças

A superioridade encarnada foi colectiva

Um jogo totalmente oposto ao que havia sido o confronto no Dragão na primeira volta. Ai a superioridade azul e branca havia sido esmagadora. Na Luz, foi superior a equipa de Rui Vitória.

Foi colectiva e táctica a superioridade encarnada.

Em organização defensiva, uma equipa sempre mais próxima, mais capaz de fechar espaços, mais capaz de condicionar ataques adversários a jogarem sempre por fora. Capaz de proteger o espaço central nas costas da linha média, onde o FC Porto raramente conseguia chegar. Ao contrário do FC Porto cuja distância intra linha média, e entre linha defensiva e linha média era sempre maior no momento de organização defensiva, e ia permitindo amiúde lances de potencial perigo ao SL Benfica.

Também na transição defensiva superioridade encarnada na partida. Rapidez para pressionar na zona da perda, onde quem antes dava linha de passe ao portador, apertava rapidamente o jogador azul e branco que recuperava a bola. Perante tão rápida e agressiva reacção à perda, muito poucas vezes o FC Porto conseguiu sair na sua transição ofensiva para contra ataques ou ataques rápidos que pudessem ser ameaça à baliza de Ederson.

Também fora do centro do jogo, a rapidez com que os jogadores encarnados recuperavam a sua posição defensiva ia fazendo a diferença para ser o Benfica uma equipa mais segura.

Ofensivamente, ainda que tenha ligado sempre com mais qualidade as jogadas do que o adversário, poderia o SL Benfica ter sido melhor. Sobretudo se tem tido mais coragem para continuar a aproveitar a superioridade numérica na sua zona de construção para ir progredindo com bola no pé até chegar ao último terço. Em suma, menos bolas longas de Ederson e mais saídas em condução por Lindelof, atraindo linha média do FC Porto e soltando no colega que ficava livre depois de atrair um médio adversário, teriam trazido um Benfica mais capaz de chegar ao golo.

Foi na Luz, um FC Porto a iniciar a sua construção à procura da referência Soares. Quando baixava as linhas o Benfica, a circulação sempre mais em largura, com poucas bolas a chegarem à zona entre linha defensiva e média encarnada. Mérito dos comandados de Rui Vitória.

Muito do que foi provocando ofensivamente na Luz a sair da capacidade de Óliver para de cabeça levantada encontrar sempre soluções, e os desequilíbrios constantes de Brahimi, que mesmo perdendo tantas vezes timings para tomar decisões, é sempre um jogador imprevisível e a quem não parece possível roubar a bola. É até de uma iniciativa individual do argelino que chegaria o empate.

Tal como no clássico da primeira volta, o resultado final não traduziu a superioridade de uma equipa sobre a outra. A emoção até final está mais uma vez garantida.







































































































Pode ler mais análises de Pedro Bouças em www.lateralesquerdo.com

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